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AVIAÇÃO NA POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ

12019788_873326662755390_1953904577529943313_nSBSS/PMPR adquire a primeira aeronave da PMPR e entra para a história da AVIAÇÃO NA POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ

O emprego de aeronaves na Guerra do Contestado (1912 a 1916) e a convivência com os pioneiros da Aviação Militar do Exército Brasileiro, dentre eles o Tenente Ricardo Kirk, aguçou no efetivo da Polícia Militar do Paraná (PMPR) o desejo de adquirir seus próprios aeroplanos.

Outro grande incentivo foi a vinda ao Paraná do aviador Cícero Marques, um dos fundadores da Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo, atual Polícia Militar do Estado de São Paulo. Cícero Marques adquiriu seu brevê de piloto na França e realizou diversos voos em Curitiba, colocando-se voluntariamente à disposição do Exército para atuar na Guerra do Contestado. Ele apenas pediu uma nova aeronave da Escola Brasileira de Aviação, pois a potência do motor de seu avião era insuficiente para as missões militares, entretanto sua oferta foi recusada.

Em 1916 Santos Dumont veio ao Paraná e visitou Foz do Iguaçu, Guarapuava, Ponta Grossa, Paranaguá, Morretes, Antonina e Curitiba, tendo sido recebido pelo Presidente do Estado, Affonso Alves de Camargo.

Surgiu então, na Sociedade Beneficente e Recreativa dos Oficiais Inferiores, atual Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos (SBSS), a ideia de abrir uma subscrição para a coleta de donativos para a compra de um avião.

No início de 1917 a proposta foi endereçada ao Comandante Geral do Regimento de Segurança (atual PMPR), que deu o “Concordo”, e encaminhada ao Presidente do Estado, Affonso Alves de Camargo, que deu o “Autorizo”.

Em abril do mesmo ano foi formada uma Comissão de Sargentos, constituída pelo Sargento Ajudante Estácio dos Santos e os Primeiros Sargentos: João Mateck, Oscar de Barros, João Dohms, Laurindo Olegário Dias, Orestes Fernandes dos Santos e Higino Perotti, para o recolhimento das doações. Todo valor arrecadado passou a ser publicado nas Ordens do Dia da Corporação (Boletim Interno). Em janeiro de 1918 já se havia obtido a quantia de Dezoito Contos de Réis, o suficiente para a compra de uma aeronave.

Na época os jornais da época informavam que o aviador Elígio Benini, no Rio de Janeiro, oferecia um aeroplano à venda. Foi então designado o Sargento Perotti (especialista mecânico) para viajar até o Rio, e verificar as condições da compra e do aparelho. A oficialização da aquisição entretanto, foi feita pessoalmente pelo próprio Comandante-geral, Coronel Fabriciano do Rego Barros.

Batismo da aeronave

Em 06 de Janeiro de 1918 o avião chegou a Curitiba e em 1º de Fevereiro foi testado o funcionamento de seu motor, tendo sido realizado um pequeno voo de cinco minutos para teste e às escondidas, para não estragar a festa de batismo.

12049288_873326552755401_1853289136308620939_nEm 05 de Fevereiro, com o intuito de divulgar a festa do batizado, foi realizado um grande sobrevoo sobre na cidade. O voo, do Portão, se iniciou sobre o Batel, seguiu sobre a Praça General Ozório e Rua XV de Novembro, até o Palácio do Governo do Estado, então na atual Avenida Barão do Rio Branco, 395. Dali contornou sobre as “florestas” da região do Cajuru e retornou à base, passando pelas proximidades de São José dos Pinhais.

O batizado do aeroplano foi realizado em 17 de Fevereiro pela Sra. Etelvina Rebello de Camargo, Primeira Dama do Estado e a solenidade ocorreu no Jockey Club do Paraná, com a presença de quatro mil pessoas.

Até o momento do batismo ninguém sabia qual seria a denominação da aeronave. Foi uma surpresa para os oficiais inferiores, quando a Primeira Dama fixou sobre o leme do aparelho uma faixa verde e branca, cores do Estado do Paraná, com a designação “Sargento”, uma justa homenagem à iniciativa dos militares da corporação. Em seguida, sob os acordes da Banda de Música, o piloto Luiz Bergmann decolou e lançou mensagens de agradecimento à população.

Saudações! Do espaço paranaense, os Inferiores da Força Militar do Estado agradecem o brioso povo do Paraná, o seu concurso na acquisição da extraordinária máquina de guerra. Aviador Bergmann. Coritiba, Fevereiro de 1918.(Texto da mensagem lançada por Luiz Bergmann)

Fonte: Wikipedia
Título: Aviação na Polícia Militar do Paraná

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